—Disseram-me que era muito curioso atirar aos passaros que se escondem nas cavernas, em Gozzo. Ha um echo excentrico. Precisamos de uma arma.

Rytmel deu-me um pequeno rewolver marchetado.

—Leve-o: eu tenho as algibeiras cheias da albuns e de canetas para tirar desenhos… Ah! Sabe que este Grenley não vae?

—Porque? como assim, mylord?

—Um jantar official com o governador disse Lord Grenley, é horrivel.
Tenho uma pena immensa…

Ás sete horas fomos buscar a condessa. O marido acompanhou-nos até o caes
Marsa-Muscheto.

Notei ao entrar no yacht que a equipagem estava augmentada e havia um piloto arabe.

Largámos com um vento fresco, ás oito horas da manhã; as gaivotas voavam em roda das velas, as casas brancas de La Valette tinham uma côr rosada, ouviam-se as musicas militares, o ceu estava d'uma pureza encantadora.

A condessa, um pouco excitada, olhava com uma alegria avida, para o vasto mar azul, livre, infinito, coberto de luz.

—O que são as mulheres! pensava eu. Esta, tão altiva e tão discreta, está encantada por se vêr só, com rapazes, n'um yacht, no alto mar. É para ella quasi uma aventura!