—Lá vou!
Voltou pouco depois, e eu ouvi alguem que dizia:
—Vão com raparigas para Lisboa.
O trem prosseguiu.
Seria uma barreira da cidade? Inventaria o que nos guiava um pretexto plausível para que os guardas nos não abrissem a portinhola? Entender-se-hia com os meus companheiros a phrase que eu ouvira?
Não posso dizel-o com certeza.
A carruagem entrou logo depois n'um pavimento lageado e d'ahi a dois ou tres minutos parou. O cocheiro bateu no vidro, e disse:
—Chegámos.
O mascardo que não tornara a pronunciar uma palavra desde o momento que acima indiquei, tirou um lenço da algibeira e disse-nos com alguma commoção:
—Tenham paciencia! perdôem-m'o… Assim é preciso!