—Este homem está morto, disse eu.

—Morto! repetiu um d'elles, tremendo.

Ergui as palpebras do cadaver, os olhos tinham uma dilatação fixa, horrivel.

Eu fitei-os então um por um e disse-lhes serenamente:

—Ignoro o motivo porque vim aqui; como medico d'um doente sou inutil; como testemunha posso ser perigoso.

Um dos mascarados veiu para mim e com a voz insinuante, e grave:

—Escute, crê em sua consciencia que esse homem esteja morto?

—De certo.

—E qual pensa que fosse a causa da morte?

—O opio; mas creio que devem sabel-o melhor do que eu os que andam mascarados surprehendendo gente pela estrada de Cintra.