—Com a guerra?

—Não ha guerra. E havendo, não é interessante ver matar prussianos?

Á porta do Sassetti, encontrei Carlos Fradique.

—Sabe que parto ámanhã? disse-lhe eu.

—Sabe que parto hoje? respondeu-me. Ia lá, apertar-lhe a mão.

—Mas é inesperado isso! Vae para França? Para quê?

—Ver os campos de batalha ao luar, ou aos archotes. Deve haver attitudes de mortos muito curiosas.

—Mas vae debalde. Não ha guerra. É positivo. Por isso eu vou para Italia.

—Vae para Italia?… Mas, então… Ah! Vae para Italia? Minha pobre amiga, quem sabe se isso devia ser! Em todo o caso, em qualquer parte, ou feliz, ou triste, para a consolar, ou para fazer um trio com o meu violoncello, sou seu, adesso e sempre.

Apertou-me a mão. Não sei porque, aquellas palavras deram-me uma sensação triste.