—E d'esta casa de cá, observei-lhe eu, que tem ouvido? o que sabe? que lhe consta?

—Eu lhe digo…

—Sinceramente!

—Por mim pessoalmente nada tenho ouvido. O inquilino que me precedeu conta que ouvia no silencio da noite um rumor confuso de vozes, o estalar de risadas e o telintar de dinheiro. Alguns visinhos têem visto entrar vultos mysteriosos. Tudo isto porém se explica do modo mais natural d'este mundo.

—Qual é então o seu juizo, vejamos?

—É evidentemente…

—Diga! diga!

—Presumo eu, pelo menos…

—Vamos! sem rodeios, francamente!

—De duas uma: ou uma loja maçonica, ou uma casa de jogo.