—Está claro que não. Àmanhã venho buscar o anel, pago àmanhã.{39}

—Perdão!—insistiu o caixeiro—mas o outro...

—Qual outro?—exclamou Macário com uma voz surpreendida, adiantando-se para o balcão.

—Essa senhora sabe—afirmou o caixeiro.—Essa senhora sabe...

Macário tirou a carteira lentamente.

—Perdão, se há uma conta antiga...

O caixeiro abriu o balcão, e com um aspecto resoluto:

—Nada, meu caro senhor, é de agora. É um anel com dois brilhantes que aquela senhora leva.

—Eu!—disse Luísa, com a voz baixa, toda escarlate.

—Que é? Que está a dizer?