A oliveira era para os antigos a arvore da vida por isso que produzia o azeite, que arde nas lampadas, conservando a luz durante a noite, a luz a origem de toda a vida terrestre.

[MYOSOTIS.]

O myosotis (Hieracium pilosella) a deliciosa florsinha das margens dos regatos, a Nontiscordar di me dos italianos, a Vergissmeinnicht dos allemães, e a Oreja de raton dos hespanhoes, tem sido cantada pelos poetas de todos os tempos e apreciada por todos os povos, que lhe dedicam particular e especial estima.

E na verdade a bella flôr de um azul tão doce e tão suave, de uma côr de que ella quasi que guarda o exclusivo em todo o reino vegetal, merece o apreço em que é tida pela sua excepcional formosura, que modestamente esconde entre a larga vegetação das margens dos regatos.

É a flôr dos namorados, que como ella procuram a solidão, os logares cheios de sombras e de serenidade para trocarem as suas intimas confidencias, as suas apaixonadas caricias amorosas.

Uma antiga ballada italiana narra da seguinte fórma o apparecimento do myosotis no nosso globo.

Um pobre camponez ao vêr-se atraiçoado pela noiva que o trocou por outro mais rico e que mais lhe podia proporcionar os gosos que ambicionava, afogou-se de pezar.

As aguas do rio balouçaram durante dias o corpo do desditoso e as nimphas condoídas da sorte do infeliz, tão novo e tão formoso, imploraram para elle a protecção dos deuses. Levantou-se então enorme temporal e as aguas arremessaram para longe de si o cadaver retido, que ao tocar na margem, foi immediatamente metamorphoseado nas bellas flores com que as nymphas depois constantemente se enfeitaram.

[MYRTHO.]

O myrtho foi consagrado a Venus e a Minerva. Venus, após o nascimento, tendo-se na ilha de Chypre envergonhado da sua nudez, escondeu-se atraz de um myrtho, adoptando-o depois em signal de reconhecimento, como planta bem amada.