Os vinhos eram outr'ora conservados por meio de resina e de pinhas que deitavam de infusão nas vasilhas onde elle era guardado.
Ha na Roumania uma lenda que diz que morrendo de pesar dois amantes violentamente separados pelas respectivas familias, e sendo sepultados no mesmo cemiterio foram transformados um em pinheiro e outro em vide, continuando a enlaçar-se ternamente mesmo depois da morte.
O christianismo consagrou tambem o pinheiro. É a arvore empregada de preferencia na noite de Natal, a arvore querida e amada pelos povos do norte que a vêem verdejante e cheia de fructo na epocha em que as neves fazem desapparecer a vegetação da superficie da terra.
Parece que o uso do pinheiro como arvore do Natal vem da seguinte e poetica lenda:
Quando a sagrada familia fugia á perseguição de Herodes, apertada de perto pela soldadesca, chegou a um descampado onde havia apenas um pinheiro de quem a Virgem, chorosa, supplicou protecção.
A arvore, compadecida, curvou os ramos até ao sólo e escondendo Jesus no centro de uma larga pinha retomou a primitiva posição natural. Passado o perigo Jesus abençoou a boa arvore, dando-lhe não só a particularidade de vegetar em todos os terrenos e resistir a todas as intemperies, mas tambem permittindo-lhe que em recordação da sua demorada estada na pinha esta conservasse, para sempre, no interior o signal da divina mão que a abençoara.
[PILRITEIRO.]
Polydoro, filho de Priamo e de Hecuba, foi morto após o cerco de Troya por Polymnestor, ancioso de se apoderar das immensas riquezas que Polydoro possuia.
Depois de morto, Polydoro foi transformado em pilriteiro, e quando se cortava algum ramo ao vegetal corria logo sangue da parte contundida em signal do triste facto que elle simbolisava.