«Pois eu, replicou outra, preferia antes casar com o cosinheiro. Então o que me havia de regalar de comer bons petiscos.
A mais nova das tres, formosa a mais não ser, disse suspirando:
«As minhas aspirações são mais altas. Só me contentava casando com o rei a quem havia de dar tres filhos lindos como o sol e com cabellos de oiro e dentes de prata».
O rei, de regresso ao palacio, fez chamar as tres irmãs, e satisfez as aspirações de todas ellas, realisando-se em poucos dias os tres casamentos.
As irmãs mais velhas, ao verem a fortuna e felicidade da mais nova, encheram-se de inveja e juraram desde logo a sua perda.
Um anno depois a rainha tinha um filho. Era uma soberba creança de cabellos do mais puro ouro e dentes de uma alvura deslumbrante. As irmãs, esconderam porém a creança e fizeram crêr ao rei que o que nascera fôra um gato morto.
No segundo anno de casada a rainha teve novo filho, tão seductor como o primeiro.
As irmãs disseram ao rei que o que ella dera á luz fôra apenas um informe pedaço de pau.
No terceiro anno nasceu terceiro rapaz, lindo como os amores, porém as irmãs capacitaram o rei de que fôra uma serpente o que a irmã tivera.
O rei furioso, com a cabeça perdida, fez encerrar a esposa em medonha prisão a regimen de pão e agua.