Gabam-lhe o nome com um ar absorto,
Mas quanto a lê-lo, adeus!… Olhem que o liam
Os ferozes maniques que o prendiam
Como suspeito e perigoso aborto.
Festejam-no vossês que nunca o lêram
(E se o lêram alfim não o entenderam!)
Festejam-no por bródio e funcçanatas…
Gastem dinheiro seu: comprem-lhe a obra,
Que tão rica e tão vária se desdobra…
Não vale só frigir, oh pataratas!
+Consolação final+
Não choreis, terra minha, a desventura
Da perda do Bocage genial,
Já sem ossos, sem cinza, e sepultura,
Mais do que o vivos vive, é immortal!
Rir não deveis tambem pela ventura
De seres o seu berço casual;
Rires demais tambem será loucura.
Moderai-vos na furia festival.
Temos por cá ainda muito vate,
E o genio authentico do Calafate,
Que reclamem festejos e alegria…
Temos genios em barda, e (sem biscate)
Temos tambem, para maior remate,
Temos cá outro Manuel Maria.