Nenhum sinal havia imprimido a morte naquele rosto, que estava branco como o arminho, sulcado de veneraveis rugas, com os olhos naturalmente fechados, os labios ligeiramente entreabertos, como se ainda respirasse, e, a não ser pela falta de movimento no peito, qualquer pessoa teria dito que Josefa estava dormindo um sono tranquilo.
Em suas mãos, estendidas naturalmente, tinha uma sempre-viva, e em seu peito seus filhos haviam colocado um amor-perfeito, como a ultima e eterna recordação que os acompanharia durante toda a sua vida.
Entretanto as mulheres que tinham ido ali com o proposito de ver o presunto, o pão e o vinho esforçavam-se inutilmente por descobrir aqueles objetos. Porém tudo foi em vão.
Mas, se não viam a comida nem a bebida, descobriram em troca outra coisa não menos importante. A sr.ª Josefa não tinha luzes!!!
Uma nova personagem entrou na sala, acompanhada duma mulher, um homem e uma creança—uma familia das relações intimas de Julião e sua mulher.
Quando apareceu na sala, passou-se uma scena de lagrimas que não tentaremos descrever.
Depois de darem desafogo ás lagrimas, aproximou-se do caixão essa pessoa que havia entrado, e que era o ministro. Depois de contemplar por alguns instantes o cadaver, disse:
—Ditosa tu, que estás agora gozando as delicias eternas na presença do Senhor.
—Não é verdade, sr. ministro—disse Julião—que o rosto de minha mãe não ficou desfigurado?
—Não; parece melhor do que quando estava doente. A que horas morreu?