CAPITULO XI
Um culto funebre
Ao cair da tarde do domingo de que nos ocupámos no capitulo anterior, um grande numero de pessoas sahia da casa do nosso amigo Julião.
A maior parte das pessoas que foram ver o cadaver, depois que sahiam, ficavam á porta ou na rua, formando pequenos grupos.
Quasi todos os que ali estavam reunidos eram membros da egreja a que Julião e sua familia pertenciam.
O ministro, ao terminar o culto daquele dia na sua egreja, anunciou do pulpito que tinha falecido uma irmã em Cristo; disse onde morava, a hora a que devia realizar-se o enterro, e por isso se achavam ali tantas pessoas reunidas.
A aglomeração de gente chamava a atenção e atrahia um grande numero de pessoas.
Como era muito natural, entre a multidão não havia conformidade de idéas ou de crenças, e por isso não era raro ouvirem-se dialogos mais ou menos burlescos ou sérios, mas que denotavam a mais completa ignorancia ácerca das Escrituras, e o fanatismo por parte duns e o conhecimento mais ou menos profundo delas por parte doutros.