—Sr. padre Francisco, não posso empreender obra alguma, por pequena que seja, pois não tenho dinheiro para material nem para as ferias dos oficiaes.
—Não lhe importe isso—disse o padre;—eu ofereço-lhe aquilo de que necessite. A pessoa que encomenda a obra lhe adeantará o dinheiro preciso para os materiaes e para as ferias.
—E que obra é essa?—perguntou Julião.
—Tudo o que pertence á sua arte, na egreja de S. N., notando que tem muito que fazer; é obra que durará muitos mezes.
—Muito bem; não tenho nisso o menor inconveniente. E não me imporá condição alguma que me torne impossivel o aceitar a obra?
—Não, nenhuma; pois que a condição imposta para todos aqueles que ali trabalham é tão simples que ninguem até hoje deixou de a aceitar.
—Qual é?
—O paroco diz missa ás nove horas da manhã, á qual deseja que assistam todos os artistas que ali trabalhem.
—E assistem todos?
—É natural. Quem se recusará a isso?