—Pelo que diz—perguntou Julião,—o culto continuou a fazer-se sem interrupção?
—Sim, senhor.
—E continúa a vir gente?
—Já se vê que sim.
—E diga-me—interrompeu o sr. João,—o padre tem-os incomodado?
—Ah!—exclamou o evangelista.—Pobre padre Francisco! Neste momento a sua alma passa por uma luta terrivel;—a luta entre o bem e o mal, entre a verdade e o erro, entre o seguir as verdades do Evangelho e as praticas romanas. Tal é a sua situação; o pobre sacerdote luta, porém creio que essa luta lhe será proveitosa.
—Sim, sim, pensem no padre—disse o carpinteiro—e verão o que lhes sucede.
—Não sei—disse Mateus,—porém parece-me que o padre Francisco deixará os erros de Roma.
—Pois senhor—insistiu o sr. João,—muito desejarei que assim suceda, porém...
—Nada, senhores—interrompeu Julião,—a obra não é nossa, a obra é de Deus. Ele tem que obrar; nós, com as nossas duvidas e com a nossa falta de fé, fazemos o que fizeram as multidões no tempo de Jesus:—impossibilital-O, com as nossas incredulidades, de que obre maravilhas.