—Sim, que o sabias, porque na noite em que baptizaram o seu filho foste á capela dos protestantes vêl-o baptizar.
—Eu não sabia que eram tão maus como são.
—Porém eles que te fizeram?
—A mim nada, porém o P.ᵉ Francisco sabe-o muito bem, e por isso ele diz o que diz. Estou certa de que agora Dôres está dizendo a nossa filha que não acredite em Deus nem nos santos, para que morra em pecado e seja condenada.
—Isso—observou a tia—se não a matar.
—Quando digo que...
—Esta noite—interrompeu Brigida—vou chamar o P.ᵉ Francisco para que confesse outra vez Antonia.
—E eu, se torno a ver o padre dentro de minha casa, vós e ele saireis correndo pela porta. Repara, Brigida, que estou meio louco, que jámais te faltei ao respeito; porém eu sei que Dôres não diz a nossa filha nenhuma coisa má, e que não quero o padre em minha casa. Se até aqui tenho sido fraco, agora não o sou.
—Digo-te que virá o P.ᵉ Francisco... e ha-de vir.
A disputa terminou, saindo mestre João a tratar dos seus negocios, e Brigida saiu apoz ele para ir falar com o padre, a quem disse: