—Senhora Brigida—exclamou Julião—se diz isso referindo-se a minha esposa, eu lhe asseguro que Dôres não disse a Antonia palavra alguma má. Estou certo de que não lhe falou senão de Jesus, seu Salvador.
—Pois eu não sei outra coisa mais senão que minha filha não quer ver o P.ᵉ Francisco, e ela terá as suas razões.
Neste momento a mulher que velava por Antonia entrou na oficina para dizer que Antonia tinha acordado e que chamava. Suspendeu-se, pois, a conversação, e todos se dirigiram para a sala, entrando Brigida tão sómente na alcova.
Brigida aproximou-se do leito de sua filha e perguntou-lhe:
—Como estás, minha filha?
—Bastante melhor—respondeu a enferma, que acrescentou:—Dôres não veiu?
—Sim, está ali.
—Pois então que venha.
A mulher do carpinteiro saiu da alcova, e pouco depois todos entraram nela. Trocadas algumas palavras referentes ao estado de Antonia, Julião disse-lhe:
—Antonia, disseram-me que desejava ver-me. Diga-me: em que lhe posso ser util?