Era evidente que o Espirito Santo estava naquela alma.
O ministro, quando acabou de ler, disse:
—Meus amigos, e minha irmã enferma, pouco posso acrescentar áquilo que acabei de ler; sómente desejo que fixem a sua atenção, e especialmente a querida irmã Josefa, nos versiculos 4 e 25; em que Jesus diz: «Esta enfermidade não é para morte, mas para gloria de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.» «Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá.» A estas palavras, o Senhor ressuscitou a Lazaro, precisamente porque Jesus é a ressurreição e a vida. Nós estavamos mortos em nossos delitos e pecados, porém veiu Jesus, que é a vida, e cada um que crê n’Ele é um Lazaro levantado do sepulcro. Por essa mesma razão S. Paulo exclama: «Onde está, ó morte, o teu aguilhão?... Graças sejam dadas a Deus, que nos deu a vitoria por Nosso Senhor Jesus Cristo.»
—Ah!—exclamou a senhora Josefa—quanto bem derramou o senhor, com essas palavras, na minha alma!
—Então demos graças a Deus.
Todos tomaram uma atitude reverente, e, ao cabo dalguns segundos, ouviu-se a voz do ministro, que dizia:
«Oh! Senhor, nosso Deus! Tu dás a saude, e Tu dás a enfermidade. Tu dás a morte, porém tambem depois da morte uma vida que nunca acabará. Senhor, acabamos de escutar as palavras consoladoras de Teu Filho Jesus; concede, Senhor, que elas dêem consolação á tua serva que está doente. Sara-a, Senhor, abençôa-a, aumenta a sua fé em Jesus, e o amor para comtigo, e, se fôr do Teu agrado chamal-a a Ti, prepara-a para isso. Ouve-nos, Senhor, pelo amor de Jesus Cristo, Amen.
Amen—repetiram todos.
A enferma começou a delirar, em virtude da intensidade da febre.
Neste momento, Julião, inclinando-se para sua mãe, perguntou-lhe: