—Não tendes nada que sentir... Escutae os meus ultimos conselhos.
A enferma tinha entre as suas mãos as mãos de seus dois filhos.
Depois duma curta pausa, Josefa falou assim:
—Meus queridos filhos, lembrae-vos de mim... Sêde fieis á fé do bom Jesus, para que vejaes vir a morte com a mais completa tranquilidade. Educae o vosso filho no amor de Deus... Ah!... todo o carinho que me tendes a mim transferi-o para ele... Amae-vos muito, muito, muito. Orae ao Senhor, e agora recebei a minha benção.
Julião e sua mulher ajoelharam-se, e a velha, voltando-se, ainda que com custo, para o lado em que eles estavam, estendeu a mão sobre a cabeça deles e disse:
—Senhor, por amor de Jesus, rogo-Te que abenções meus filhos. Que o amor de Deus, a graça de Jesus Cristo e a comunicação do Espirito Santo seja comvosco. Amen. A morte começa a vir... já a sinto. Sim, sim, minha amiga, vem, vem, aproxima-me de Jesus... Dizem que a morte é horrivel... Oh! não! Quão bela me parece!
Todos choravam.
A moribunda prosseguiu:
—Não choreis, mas alegrae-vos... Julião, meu filho, não te aflijas... Hoje é domingo: no domingo vou para o céu; oh! que domingo mais ditoso vou passar ao lado de Jesus!... Quando tinha saude, reunia-me com os irmãos na egreja... Hoje me reunirei com os anjos e santos no céu... Ouvi o meu ultimo desejo... Quando pela manhã vier o ministro, rodeae o meu corpo e fazei aqui um pequeno culto. Agora dae-me um beijo.