[CAPITULO XVI]

Propostas

Ernesto chegou a casa e deixou-se cahir desesperadamente na cama; sentia-se fatigado, um desejo irresistivel de chorar, um calor immenso nas fontes e um frio glacial no coração.

Deitou a cabeça nas almofadas e chorou.

Ás cinco horas da tarde, Marcial e André foram buscal-o para irem jantar, e ao verem-n'o pallido, com o parecer decomposto e os olhos avermelhados, perguntaram sobresaltados:

—Estás doente? Que tens?

—Nada, meus amigos, nada; quero estar só. Deixem-me; esta tarde não tenho appetite.

—Mais uma prova de que estas doente, e por isso não te abandonaremos.

—Por Deus, não me obriguem a levantar. Um boccado de socego far-me-ha bem. Repito-lhes que não tenho nada. Vão tranquillos que lhes peço eu.

Depois de meia hora de inuteis perguntas, Marcial e André sahiram afflictos do quarto de Ernesto.