—Não preciso, mas vamos mais devagar, se te parece.

Como quizer.

Quando chegaram ao cume, Ernesto teve necessidade de se sentar e, encostando os cotovellos sobre os joelhos, deixou cahir a fronte entre as mãos.{147}

O caçador não disse nada; de pé, immovel, ficou contemplando Ernesto com tristeza.

Mauricio não tinha palavras, mas sobrava-lhe coração para compadecer-se do seu hospede, a quem julgava gravemente enfermo.

—Podemos continuar, disse Ernesto, levantando-se.

—Agora o caminho é mais facil, respondeu Mauricio. Os charcos estão n'esse barranco; antes de um quarto de hora estaremos commodamente sentados nos nossos postos.

Mauricio seguiu por uma vereda aberta entre a matta. Ernesto caminhava atraz.

De vez em quando o caçador voltava a cabeça para vêr se o seu companheiro o seguia.

Quando chegaram aos charcos ainda restavam alguns instantes de dia. As magestosas sombras da noite avançavam com rapidez, mas a lua ia rapidamente tornal-as menos escuras, pois o seu disco despontava já no horisonte.