—Ora essa!...

O senhor Germinal, ao ouvir o som de um órgão humano, mudara de semblante.

—Quem está aí? perguntou ele, quem é esse homem?... que quer?... Vamo-nos embora, não digam que estou em casa!

Os olhos rolavam-lhe assustados nas órbitas; os membros tremiam-lhe, os queixos batiam um no outro a seu pesar.

—Mas, disse Rosa, não pode ser para nós, meu pai; não conhecemos pessoa alguma!...{55}

—Vamo-nos... vamo-nos embora! repetia o velho.

—Que tem ele?... perguntou o pintor em voz baixa.

—Sempre esta doença nervosa! respondeu a jovem. A presença de um desconhecido transtorna-o completamente! Veja quem é, meu amigo... e sossegue-o.

André subiu a um banco, e olhou por cima da sebe. Viu a senhora Poussignol, calando baioneta com a vassoura, diante de um individuo de pequena estatura, largo de ombros, e de pernas arqueadas.

—Vamos! Rua! vociferava a digna mulher; falhou-lhe o plano; para cá vem barrado, freguês! Safe-se quanto antes, quando não grito «ó da guarda!»