—Pois seja assim. Mas vê lá o que promettes.
—Descance, que não me esquecerei. Não tenho menos vontade n'isso, creia, para o vêr feliz, e para ajustar as minhas contas. Onde se fazem, lá se pagam. Ali aonde me desfeitearam é que quero entrar de cabeça levantada, a deitar foguetes, no dia do casamento.
—Oxalá!
—E com esta me vou, senhor Joãosinho.
Já de pé, sacou do mólhinho de folhas de milho, das mais tenues camisas que na sóca protegem o grão tenro, leitoso; alisou-a com a navalha, acamou-lhe o picado de tabaco negro, da terra, accendeu ao candieiro o cigarro grosso e despediu-se:
—Com bem passe.
—Porque não quer ficar? A casa é grande, cabemos todos.
—Obrigado, menino. Ali é que é o meu poiso. Antes eu de lá nunca houvesse saído, para ver o que tenho visto.
E já na escada recommendou ainda, muito baixinho, o dedo na bocca: