—Deus manda perdoar as injurias, esquecer as fraquezas do proximo, e consolar os afflictos! Fiz ideia como estaria a sua alma, e arrisquei-me a este passo, que pode ser tão mal apreciado...
—Diga-me a verdade!—implorou Maria, atterrada pelo exordio.
—Peço-lhe que não se assuste. A senhora D. Perpetua está gravemente doente, mas ainda ha esperanças de a salvar.
Maria recriminou a prima:
—Ou haverá ou não! Eu bem t'o dizia, Josepha, eu bem t'o dizia.
Mas ella continuava a disputal-a:
—Não te deixes enredar!
—E com isto não enfado mais—disse o frade, cumprimentando muito correcto, um ar de beatitude a escorrer-lhe pela face alvar—Vim só trazer esta palavra de consolação, como é dever do meu ministerio. Sua mãe não está na agonia, como para ahi espalharam, o que me forçou a vir tranquilisal-a. Eu ainda confio n'um milagre!
Quiz demoral-o D. Victoria:
—Então, nem sequer se senta! Faça-me um bocadinho de companhia...