—É o fim da guerra, descança—dizia-lhe uma freira de meia edade, amarela de cera, vislumbres de juventude no olhar vivo, que tambem observava para fóra.

—De quantas batalhas o tem dito—respondeu Maria com desanimo.

E lançou um olhar de desesperança á fria cella, nua, sem conforto, á cama, á arca, a essa cruz negra que era o sêllo do captiveiro.

—A guerra prolongar-se-ha como os pesadêlos que me endoidecem n'este carcere.

—Para que has de descoroçoar?

Ouvia-a, muito abatida, sem desfitar os bandos.

—O peior está passado—continuou a freira.

E n'um suspiro:

—És nova, tens vida para tudo.

—Ha quanto tempo que m'o diz!