O autor.

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Separata d'«O Archeologo Português», XII, n.os 5 a 8 de 1907

[SITUAÇÃO CONJECTURAL DE TALABRIGA]

[Summario]

[1. Estado da questão.][2. Autores antigos][3. Itinerario][4. Exame do mappa][5. Topographia e onomastico da região][6. Os castros do trajecto da Via][7. Região mineira][8. Localização de Talabriga][9. Opinião de Gaspar Barreiros][10. Geographia arabica][11. Strata maurisca][12. Ria de Aveiro e o Vouga][13. Historia de Talabriga.]

[I]

Algum tanto sem o presentir, ao fazer o estudo da ara de Estorãos, (Arch. Port., XII, 36) encontrei-me no limiar de um problema que, de modo definitivo, não se resolverá senão com a verificação in loco de vestigios archeologicos incontrastaveis.

É o problema da trajectoria exacta da via romana entre Aeminium e Calem, da qual não se conhecem milliarios decisivos e sufficientes, especialmente da sua passagem por Talabriga.

O assunto, parcialmente considerado, tem sido alvo das principaes referencias na pugna litteraria em que os paladinos de Agueda, de Aveiro e de Coimbra patrioticamente articulavam preeminencias genealogicas, que é da praxe mencionarem-se em monographias locaes, mas que hoje, quanto a Coimbra (e Condeixa-a-Velha) estão sentenciadas, em prejuizo até heraldico de Agueda[[1]].{8}