Sempre ao Sul, sempre ao Sul! eia! valor!

Na cerração, que ao longe se condensa,
Mal sabem, que os aguarda a voz immensa
Do assombrado gigante Adamastor!

XLVI

Vão entrar nas paragens revoltosas,

—Paragens que ainda hoje o homem teme,—
Onde luctam as ondas alterosas,
E o vento, em turbilhões, contínuo geme.

XLVII

Onde, em furia, tres mares se combatem;

Onde o encontro se faz de tres correntes;
Portas de inferno, onde Cerbéros latem,
De tripla fauce e triplicados dentes.

XLVIII

Portas divinas, onde Archanjos luzem,