Pasmava a gente, agora, do que via,

Suppondo a natureza ser mudada;
Sobre a terra, á sinistra, o sol descia!
Erguia-se do mar a madrugada!..

LXVI

Vão colhidos na gávea, agora, ospannos;

Baixos os mastros; mas as naus correndo!
Segredos são, que ninguem sabe; enganos,
Com que a mãe natureza os vae mantendo.

LXVII

Vagas taes, ninguem viu, tão revolvidas!

Agora, as nuvens tocam sempiternas!
Depois, as naus inteiras engulidas,
Precipitam-se em lôbregas cavernas.

LXVIII

E as naves, por não serem dispersadas.