LXXII
E quando a desesperança algum vencia,
Irado, o Gama, então lhe perguntava:
«Quando elle a mortes cem desafiava,
Quem é que uma só morte ali temia?»
LXXIII
E o mór peso tomando do seu cargo,
Em vendo levantar-se a maior guerra,
Quando a gente dizia: A terra! a terra!..
Gritava-lhes o Gama: Ao largo! ao largo!..
LXXIV
Hão de ver, o que o mundo nunca vira:
Surgir do mar a India abençoada,
Acenando, de longe, á lusa armada,
Em torres de esmeralda e de saphyra!