Aos pontos altos, prestes e ligeira,
Acode, a mais e mais, a multidão;
Tremúla, á brisa, o regio pavilhão
Sobre o Tejo, nos Paços da Ribeira.
IV
Que gentil! que bem segue a caravela,
Embalada nas aguas crystallinas!..
Tem toda a gente os olhos postos n'ella!
Vão salvando, na borda, as columbrinas!
V
Das naus respondem salvas redobradas:
No castello o canhão tambem resôa;
Por boas vindas dar, alvoroçadas
Ostenta quantas galas tem, Lisboa.
VI
A barca é d'oiro!.. Que deslumbramento!