XXX

Os que viram no céu diversos astros;

Aquelles para quem o mar do Sul,
Nos topes accendeu dos rijos mastros,
Do Santelmo divino a chamma azul.

XXXI

Os que viram mil cousas portentosas,

O sobre-natural, o sobre-humano;
Descer do céu as trombas sequiosas,
Bebendo em sorvos largos o Oceano.

XXXII

Os que investiram frias espessuras,

Onde escuro docel a noite eleva,
E demandando antarcticas alturas,
Chegaram quasi ás regiões da treva.

XXXIII