Bebiam a pequenos goles aquella alegria côr de opala, que polvilhava carmins de vida nas faces e reluzia nos olhos com uma scintilla garota.
—Quando chegará o tio Sabino? perguntou o Carvalhosa.
—Tem tempo, respondeu a mulher.
—Damos-lhe o nosso quarto, quando elle vier. É o mais espaçoso e o que tem melhor papel. Demais fica ao pé da sala...
—Exacto. É preciso comprar dois metros de alcatifa, que a nossa está velha. E outro candieiro, de globo.
—Isso depressa se faz. Estava-me agora a lembrar d’uma cousa, que tinha immensa graça.
—Que é?
—Se elle chegava por ahi ámanhã ou no outro dia; emfim, quando eu estivesse fóra.
—Mas nunca o vi! disse Maria do Resgate.
—Era por isso que tinha graça. As duvidas em que havias de ficar!... Mas espera. E o retrato que vinha dentro d’aquella maldita carta, que perdi? Lá se foi tambem, com os demonios!