V. Ex.ª atrapalha-se, reclama, gesticula, bufa... (b)

Se o faz na cara do paysanduco, mais pancada leva. Se mimoseia o Balagota, este põe-se ainda mais amarello do que é, e apita.

Santo nome de Maria! O que ha-de a gente fazer?

Sem musica, sem bufo não se póde passar. Fossem-no lá prohibir ao Senhor A. Seixas! Estoirava... de raiva.

Dentro de casa, felizmente, ainda V. Ex.ª póde mandar tocar a Musica e dar o seu bufo; mas eu estou a vêr isto de tal fórma que, d’aqui a pouco, se V. Ex.ª, em qualquer sitio, na sala de visitas, na cama—por exemplo—lhe appetece bufar, tem logo, ao seu lado, um paysanduco e o Balagota, procurando, investigando, cheirando, esmiuçando, por cima e por baixo da cama, levantando, até, a roupa para metterem os narizes (imagine V. Ex.ª a sua desgraça se, para essa operação, lhe apparece o nariz do Dr. Ladislau...) e berrando depois, irados:

Aqui deu-se um bufo!

E V. Ex.ª terá de pedir perdão, confessar o crime, ou desculpar-se humildemente, dizendo:

Não dei, não, senhor! E se dei... não foi por querer...

Ora a nossa desgraça!