O inexpugnavel d’aquella posição?

Cartas na mesa, teias d’aranha limpas e jogo franco, senhores da alta militança, lá das Secretarias da Guerra.

Toda esta coisa, com as suas muralhas, baluartes, fortes, contra-fortes, revelins, fossos, falsas bragas, casamatas, cortinas, tenalhas, poternas, escarpas, contra-escarpas, banquetas, meias-luas, taludes, pontes levadiças, abobadas, etc., etc., que constituem na sua complicada relação a arte de Vauban, toda esta coisa, repito—não vale um pataco sebento do sebentissimo D. João VI!

E tanto não vale um pataco, que apesar do apregoado valor estrategico augmentar com a Ponte internacional e de os engenheiros militares terem lembrado, quando se construiu a linha ferrea, certas obras que garantissem as condições da defeza, prejudicada com os aterros e desaterros—até á data nada se fez, nem se fará, se Deus Nosso Senhor quizer.

E tanto não vale um pataco, que se eu tiver em Lisboa um bom trunfo politico para empenho: se eu fôr, por exemplo, um João da Gaiteira, elevado politicamente em potencia votante, ao quadrado ou ao cubo, obterei, não só licença para construir nos arrabaldes da Praça, como, tambem, limite de altura superior ao que eu desejar, embora a isso se opponham todos os paysanducos e todos os regulamentos do sabio conde de Lippes.

Ora, de duas, uma: é ou não é importante o valor estrategico da Praça?

Não é. Dil-o a sua historia; dil-o a historia das ultimas campanhas europeas e encarrega-se de nol-o dizer o Governo de S. Magestade, quando o apertam com a tarracha do voto.

Será parvoiçada suppor que, no caso d’uma invasão, o inimigo se deteria por um momento com as momices e os esgares d’esta desdentada carcassa.