Servem, como pittorescamente disseram, ha mezes, uns lisboetas que ousaram entrar cá dentro: para impedir que a porcaria e... manchem a belleza dos arrabaldes; servem para balde do lixo, das immundicies, e para os habitantes da villa satisfazerem, prompta e commodamente, um determinado numero de necessidades, tanto em funcções de reproducção, como em funcções de nutrição.
Servem para a gente se desfazer das ninhadas de gatos, que a Malteza arranja em janeiro com as suas serenatas ao luar; servem para uma entrevista baratinha e recatada com pudibunda sopeirinha; servem para manter certas artes e officios; servem para fornecer o Hospital militar de bronchites, tysicas, pneumonias e doenças assizicas, que essas desgraçadas sentinellas arranjam em larga copia nas frigidissimas noites de inverno, quando o nordeste, que corta e açoita, as apanha amarradas com a trela da disciplina á carreta d’uma peça rachada, vigiando que o gallego não escale as muralhas e a leve para berloque da cadeia.
E servem, mais, para sustentar essa coisa caduca, ridicula, inutil, offenbachicamente intitulada o
Governo da Praça!
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—Governo da Praça!
Raciocinemos logicamente.
Qual é a idea implicita n’este titulo?
Commando, direcção na defeza da dita Praça.