Isto é coisa velha e sabida.
Vocellencias terão a ingenuidade de suppôr que haja alguem, n’este anno de Christo, que repute sinceras, emanadas d’uma profunda convicção politica, essas ruidosas manifestações?
Na fantochada de 14 o que se evidenciou foi isto: a explosão partidaria de quem estava por baixo, a pirraça aos Moraeses, o nectar das abandalhadas vinganças, os mancebos livres do recrutamento, a provocação da beiça e outros elementos que a ignorancia gera.
Quando vocellencias passavam, a gente,—emfim, por delicadeza: Maria vae com as outras—sorria e cortejava; mas cá dentro, no escaninho da nossa razão, onde, á noite, guardamos a gravata e o Senso commum, appareciam logo, nitidas e causticas, estas palavras:
Que sucia de pataratas!
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Quando cahiu o partido regenerador, os progressistas promoveram egual borga por essas ruas; quando, ha mezes, se realisaram as eleições, P. Alexandre atordoou os ouvidos da humanidade com bombas de dynamite.
Toda a gente se riu das gaitadas especiaes que tiveram os Srs. Agostinho, Dr. Ladislau e outros senhores evidentemente progressistas. No coice da procissão, lá iam os nossos paradas-velhas, muito lepidos e repontantes, nariz no ar, chinela rota e fralda de fóra.
Toda a gente se riu dos foguetes do Alexandre e, até, no cerebro de alguem, fuzilaram, como relampagos, vividos clarões de suspeitas exquisitas...