A gente vae depois alli, a Calais, põe um pé em Douvres e atira com a isca para o Tamisa.

Fica um de nós a ter conta no cabo. Póde ser—por exemplo—o Fernando que é o mais entendido em coisas de pesca, como o prova annualmente na Rapozeira com os seus botirões. O Braga tambem póde servir, porque tem habilidade para descobrir peixes.

O Fernando, pois, senta-se em qualquer rochedo, fuma o seu cigarro, espalha as tristezas com o Noticioso, ou com as latinhas do Cruz, e quando sentir que a corda estica, signal de que o peixe pica, puxa vagarosamente para terra.

A meio cabo, levanta-se e vem descendo pela costa da Mancha: Dieppe, Havre, Cherbourg; Brest, S. Nazaire, Bordeaux; contorna o Golpho, Bayonne, Santander; dobra o Ortegal, Corunha, Vigo, Guardia; entra no Minho e vem subindo pela margem direita até ao Pau-do-fio.

A gente põe-se cá de cima, das muralhas, e recebe o cabo. Chamam-se os paysanducos e toca a puxar.

Fóra da agua a isca, veremos logo, agarrados a ella, todos os lords da City: Lord Fife, Lord Foife, Lord Fufe, Lord Craft, Lord Creft, etc.

O lord é animal amphibio, organização de batrachio; resiste bem debaixo d’agua, como se sabe.

Paysanducos continuam a puxar e vae tudo para o largo de S. João.

Os lords devem apparecer esbodegados, cambaleantes, tropegos.