d) Inutilizar imperceptivelmente com borrões de tinta as listas dos contrarios.

e) Entornar um tinteiro na urna, quando a eleição se considerar perdida.

f) Armar uma baralha na egreja; derrubar mezas, cadeiras, quebrar cabeças aos eleitores; dar, até, pancada nos santos e fugir afinal com a urna.

g) Empalmar uma acta. (Para esta prova o examinando poderia consultar os tratados especiaes que, sobre tal assumpto, tem escripto o Ex.ᵐᵒ Sr. Dr. M. Thomaz.

2.º
Uma fala aos lavradores

Antes da eleição (modelo a):

Olé amigo! Toque. Dê cá um abraço.—Esta é a sua filha? Está uma fiôr; tem juizo, rapariga!—Sabe que arranjei um subsidio para as obras da torre? Custou, mas arranjou-se.—Você não tem um filho no recrutamento? Recebi hoje carta de Vianna em que me dizem que vae ser isento.—Aquella é a tal propriedade em que esses ladrões lhe lançaram quatro pintos? Eu amanhã arranjo isso na Fazenda; o mais que deve pagar é um pinto.—Pegue lá um cigarro. Com franqueza; fume á vontade, que é brandinho. Não tem lume? Metta á bocca... Prompto!—É verdade: já me esquecia. Você é dos nossos; amanhã é a eleição. Homens honrados são do nosso lado. Já cá o tenho na cabeceira do rol—Diabo! tenho o seu nome na ponta da lingua...—Zé da Portella, exactamente. Aqui tem uma lista. Mande para o diabo a outra canalha.—Adeus. Ás ordens sempre, sempre, para o que quizer.—Dé cá outro abraço que é de amigo. Adeus.

Depois da eleição (modelo b):

V. Ex.ª dá licença?

Entre!!