Emquanto á segunda, direi a V. Ex.ª que tem mais a recear da boa-lingua e da fidelidade dos seus pseudo-partidarios, do que da critica zinoica.
Eu defendi sempre a candidatura d’um filho da terra, emquanto que os seus amigos... Informe-se, informe-se V. Ex.ª, porque talvez isso lhe seja proveitoso.
Os trabalhos eleitoraes teem peripecias engraçadissimas que davam para novo volume de Sinapismos.
Abstenho-me, porém, de explorar esse inexgotavel filão de ridiculos, existente na massa cerebral—grude de sapateiro e pura secreção de rins—dos nossos politiqueiros.
Tenho na minha frente dois filhos de Valença. Não sei, nem quero saber qual d’elles tem mais probabilidades de vencer.
Oxalá que todas as difficuldades desappareçam; que todas as indisposições terminem, que todos os esforços se reunam e que esta terra possa, finalmente, ter em S. Bento um representante util e proveitoso, como deve ser qualquer dos seus filhos.
Seja qual fôr o vencedor e a opinião politica que perfilhe, eu saúdo n’elle o valenciano que recebe o mandato dos seus patricios, e oxalá que a eleição de 30 de março de 1890 seja o inicio d’uma politica digna, purificada de trampolinices, de arruaças, de borralhadas da Santa,—independente de histriões e de tartufos, que até á data teem manchado a consideração d’esta terra com o infamissimo labéo de
burgo podre!
Eis o que para Valença deseja o má-lingua do