Justininho escrevia nas gazetas. Inventou o Mensageiro das salas, aquella interessante secção, que eu nunca deixo de ler, em todos os jornaes, porque é muito mais barato remedio, do que o Sedlitz Chanteaud.

Foi tambem elle, quem arranjou as seguintes classificações para as differentes posições sociaes:

Juizesintegerrimos.
Delegadosmeritissimos e dignissimos.
Medicoshabeis.[4]
Negociantesprobos e honrados.
Bispos e Padresvirtuosos prelados.
Proprietariosabastados.
Cavalheirosde fino trato.
Officiaes do exercitoillustrados e briosos.
Galopins eleitoraesvalentes candilhos.
Meninasgalantes.
Noivasgentis e encantadoras.
Senhoras solteirasgentilissimas damas.
ditas casadasvirtuosas esposas.
ditas viuvasinconsolaveis.
Quarentonasinteressantes senhoras.
Jarrõesrespeitaveis damas.
Creanças que nascemrobustos meninos.
ditas que viveminteressantes filhinhos.
ditas que morreminnocentes anjinhos.
ditas que, nem nascem,
nem morrem, nem vivem
mallogrados.[5]
Estudantesintelligentes e esperançosos.
Meninas... de fallarinfelizes peccadoras.

Como V. Ex.ª vê, aqui ha para tudo.

É pedir por bocca.

Esta classificação teve voga. Foi adoptada em Monsão, em Caminha pelo sr. Ricardinho, em Cerveira pelo sr. Romeu, em Vianna pelo sr. Eugenio Martins, em Paris pelo sr. Xavier de Carvalho, etc.

Nas ilhas Sandwich é que eu não sei, mas vou sabel-o.

Ora, nós podiamos fazer um contracto com as redacções: abatiam uns tantos por cento nas assignaturas e mandavam depois, sem adjectivos, os Cavalheiros, os Padres, as Meninas... de fallar, etc., que a gente cá se punha... a dispôr os virtuosos e finos tratos.

Esta evidentissima e valiosa manifestação do progresso intellectual do nosso jornalismo deve-se, como disse, ao Justininho.