Ora aqui tem V. Ex.ª o que é uma imaginação fertil, e a triste figura que faz um pobre Fabiano, como eu, quando escreve nas gazetas.
O sr. Verissimo de Moraes, em tal caso, escreveria, ou não escreveria o mesmo.
Se fosse convidado para a festa do baptisado, usava exactamente d’aquelles termos, e accrescentava:
Todos os convidados d’aquella esplendurosa e inolvidavel festa se retiraram altamente penhorados, com a maneira fina e delicada, e inexcedivel amabilidade—que só a verdadeira fidalguia de sentimentos e nobreza de caracter podem conceder—com que o Ex.ᵐᵒ Sr. Fabricio e sua Ex.ᵐᵃ Esposa acolheram as pessoas, que tiveram a honra de entrar em sua casa.
Que perduravel ventura, e immensas felicidades, bafejem o berço do penhor de tantos affectos...
Se não fosse convidado, o parto e o baptisado seriam assim annunciados:
A esposa do sr. Fabricio deu á luz um rapaz, que hontem, ás seis e meia da tarde, foi baptisado na egreja parochial de S. Estevão.
E eu faria o mesmo, se tivesse jornal. A gente trata bem, quem bem a trata. Isto já era assim no tempo de Noé e ainda não havia gazetas.
N’esta classe de gazeteiros, quem rasoavelmente se distingue, é o Aurelio.