Durante muito tempo, nunca tirei o caso a limpo. Se passava por o sr. José Luiz,[10] dizia com os meus botões: vou com Darwin; se passava por o sr. Velloso dizia: vou com Cuvier.
Assim estive muito tempo, hesitando, e sem saber se, realmente, o meu coccyx foi sempre o extremo da columna vertebral, ou se em tempos remotos, esteve ligado a algum appendice, que hoje tem um nome muito sympathico ao sr. Marquez de Vallada.
Chegou o sr. Coronel a Valença e entrou a verdade no meu espirito. Fez-se a luz! Venceu Darwin.
Indubitavelmente, inquestionavelmente, o sr. Almeida não teve a mesma origem, que teve o sr. Velloso; a não ser, que se possa admittir uma hypothese, mas com essa nada tenho, porque não entra no meu programma. É questão de portas a dentro:—que houvesse troca nas vias da expedição...
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Agora conto o desgosto:
Já lá vão quinze annos! Minha mulher andava, com licença de V. Ex.ª, no seu estado interessante.
Uma noite, para lhe combater a insomnia, li-lhe uma historia do Egypto, em que figurava o grande Sesostris, que morreu, como se sabe, ha perto de 4:000 annos e de que existe a mumia n’um museu qualquer.
Havia, n’essa historia, mortes, egypcios de barriga furada, pharaós com as tripas de fóra, creanças desventradas, velhos postejados—uma matança de arrepiar carnes e cabellos.
O livro tinha gravuras e n’uma pagina, via-se o grande Sesostris mumificado por aquelles processos, ainda hoje ignorados, dos antigos egypcios.