—Então! Maria Alexandrovna, são coisas que acontecem.
—Acontece? Mas que é que acontece?
—Talvez que a senhora tenha visto tudo isso a sonhar!
—A sonhar! Eu? A sonhar! E atreve-se a dizer-m'o na cara!
—E d'ahi, é possivel, insiste a Felissata Mikhailovna.
—Está... c-claro!... é po... pos-possivel, murmura por sua vez o principe.
—Pois tambem elle! Elle! Santo Deus! Maria Alexandrovna enclavinha as mãos.
—Não se desconsole, Maria Alexandrovna! Lembre-se de que os sonhos é Deus que os manda! Não ha coisa nenhuma n'este mundo que possa ir ávante contra a sua santa vontade... nem é motivo para que se altere.
—Está... c-claro... não ha motivo...
—Cuidam talvez que sou alguma doida? consegue apenas silvar Maria Alexandrovna esganada de raiva.