Num espaço grande estão as madeiras; o que mais dá na vista é o material vinario; é natural, estamos numa grande região vinhateira.
Cubas, toneis, balseiros, barris, celhas, tinas em abundancia; de castanho, as mais; algumas de pinho da terra, genero barato. Carros para bois, e tambem de pequenas dimensões e de construcção mais leve para burricos. Ha especialistas em arcos, e negociantes de varedo, assim como de crivos e peneiras.
Menos importante a feira do gado; bastantes porcas com leitões, poucas juntas de bois, pouco e inferior o gado cavallar e asinino.
Pareceu-me em geral mal tratado o gado, tanto na feira como no que observei fóra.
É mais a pancada que a alimentação regular.
Já se vê não faltavam as barracas de comer e beber, com os seus fritos alourados, e constante freguezia.
Comia-se bem, bebia-se melhor; homens e mulheres espatifavam acerejadas gallinhas, consumiam patos com arroz cheirando que era uma delicia, e sorviam as talhadas dos sumarentos e aromaticos melões, atirando as cascas aos porcos e leitões grunhindo pela gulodice.
A impressão geral é de atrazo, de educação nulla ou rudimentar; de trabalho mau com inferior alfaia, todavia gosto de vêr o povo rural nestas feiras; é naturalmente são; um tanto brutal nos costumes, se ninguem trata d’elle! mas de bom fundo.
Estamos longe d’aquelles camponios insolentes, turbulentos, cupidos, eivados d’alcoolismo, devastados por seitas ferozes, que preoccupam em Allemanha, na Italia, na França a gente que pensa e vê alguma cousa.