Esta quinta dos condes de Carnide foi em tempo muito nomeada pelas experiencias agricolas, adubações, drenagens, empregos de machinismos, que o primeiro conde, homem instruido e grande enthusiasta da agricultura, aqui realisou. Os ultimos proprietarios não teem seguido a tradição.


A celebre cascata da quinta dos condes de Mossamedes, complicada fabrica de embrechados e nichos, foi destruida ultimamente.


Tambem a infanta D. Maria habitou em Carnide; assim o declara fr. Miguel Pacheco, na Vida de la serenissima infanta Dona Maria (Lisboa, 1675):==Vivió la senora infanta algun tiempo cerca del convento de la Luz, distante una legua de Lisboa, en un lugar que llaman Carnide (pag. 109-121)==.

A feira da Luz ainda hoje tem nome, mas em tempos antigos foi muito afamada; a gente de Lisboa abandonava a capital, empenhava tudo para ir á feira, havia brigas para obter seges, ou mesmo burrinhos. Tomavam ponche, ou limonadas, e compravam fitas, anneis, figas e corações. Isto li eu na Nova e pequena peça critica e moral; os Carrinhos da feira da Luz: composta por Joseph Daniel Rodrigues da Costa (Lisboa, 1784).


Na casa proxima á sacristia da egreja de N. Senhora da Luz, no pavimento, está uma campa com letreiro:

S.ᵃ DE DOM FREI PEDRO
SANCHES, RELIGIOSO D’ESTA
ORDEM E BISPO D’ANGOLA
FALECEO A 30 DE
NOVEMBRO DE 1671