No dia 18, continuamos a marcha com a mesma ligeireza; assim como na vespera tinhamos encontrado Palestrina e Valmontone evacuadas pelo inimigo achamos tambem Monte-Fortino livre, tão livre que era facil disputar-nos.
Todo o exercito bourbonez retirava para Velletri.
No dia 19 de manhã deixei a posição de Monte-Fortino para marchar sobre Velletri com a legião italiana, o terceiro batalhão do terceiro regimento de infanteria romana e alguma cavallaria commandada pelo bravo Marina, seriam ao todo quinhentos homens.
Tinha a meu lado Ugo Bassi, que sempre desarmado mas excellente cavalleiro, servindo-me de ajudante d'ordens, me dizia sem cessar no meio do fogo:
—General! por favor, mandai-me onde houver maior perigo, em logar de enviar para ahi alguem de mais utilidade.
Chegado á vista de Velletri, enviei um destacamento com ordem de avançar até aos muros da cidade, para que reconhecesse os logares, e, chamando o inimigo, o obrigasse, se fosse possivel, a tomar a offensiva.
Eu não esperava, é verdade, com os meus quinhentos homens, bater os vinte mil do rei de Napoles; mas tencionava, empenhado o combate, attrahil-os a mim, e, em quanto os entretinha, dar tempo ao grosso do nosso exercito para chegar e tomar parte no combate.
Nas alturas que flanqueam a estrada que conduz a Velletri, colloquei metade da minha legião, duzentos ou trezentos homens no centro, a metade do batalhão á direita, e os poucos soldados de cavallaria, commandados por Marina, na estrada mesmo.
Guardei o resto da minha gente em segunda linha como reserva.
O inimigo, vendo o nosso pequeno numero não tardou a atacar-nos; primeiro, um regimento de caçadores a pé sahiu dos muros, e, espalhando-se, começou um fogo de atiradores sobre os nossos postos avançados.