Não se saber impedir a retirada aos napolitanos.
Não se saber inquietar os fugitivos.
XVII
3 DE JUNHO
Reentrei em Roma a 24 de maio no meio duma numerosa multidão que me saudava com gritos de alegria.
Durante este tempo os austriacos ameaçavam Ancona; de Roma já havia partido o primeiro corpo de quatro mil homens para ir em defeza das legações.
Tratava-se de enviarmos segundo, mas antes de lhe fazer abandonar Roma, o general Roselli julgou do seu dever, e para segurança de Roma, escrever ao duque de Reggio a seguinte carta.
«Cidadão general
«A minha intima convicção é que o exercito da republica romana combaterá um dia ao lado da republica franceza para sustentar os mais sagrados direitos dos povos. Esta convicção me leva a fazer-vos propostas que espero acceiteis. Está assignado um tratado entre o governo e o ministro plenipotenciario de França, tratado que não recebeu a vossa approvação.
«Não entro nos mysterios da politica, mas dirijo-me a vós na qualidade de general em chefe do exercito romano. Os austriacos estão em marcha; tentam concentrar suas forças em Foligno; d'ali apoiando a sua ala direita no territorio toscano, tem o designio de avançar pelo valle do Tibre e de operar pelos Abbruzos, a sua juncção com os napolitanos. Não creio que possaes ver com indifferença realisar-se tal plano.
«Julgo dever communicar-vos as minhas supposições ácerca dos movimentos austriacos, sobre tudo no momento em que a vossa indecisa attitude favorecia nossas forças e póde dar um successo ao inimigo. Estas razões parecem-me poderosissimas para que vos peça um illimitado armisticio e a notificação das hostilidades quinze dias antes de as recomeçar.