XXI
QUEM ME AMA SEGUE-ME

A 2 de julho reuni as tropas na praça do Vaticano, e caminhei ao centro d'ellas. Annunciei-lhes que deixava Roma, para levar ás provincias a revolta contra os austriacos, contra o rei de Napoles, e contra Pio IX.

E ajuntei:

—Quem quizer seguir-me, será recebido entre os meus; a esses não peço senão um coração cheio de amor da patria. Não terão soldo nem repouso; terão pão e agua quando o acaso lh'os der. Quem não está contente com esta sorte fique. Uma vez abertas as portas de Roma, todo o passo dado á retaguarda será um passo de morte.

Quatro mil infantes e quinhentos cavalleiros se juntaram ao redor de mim; eram dois terços dos defensores que restavam a Roma.

Annita vestida de homem, Ciceravecchio que não queria ver a indignidade do seu paiz, e Ugo Bassi, o santo que aspirava ao martyrio, foram dos primeiros a acercar-se.

Pela noite sahimos de Roma, pelo caminho do Tivoli. O meu coração estava triste como a morte.

A ultima noticia que havia recebido era a da morte de Manara...

G. G.