—É mortal?

A mocidade repellia apezar da evidencia a idéa da morte.

Vendo que eu lhe não respondia repetiu:

—Pergunto-te se a minha ferida é mortal; responde-me!

E sem esperar a resposta, prorompeu em palavras cheias de pesares e de saudades.

Animei-o tanto quanto o póde fazer um homem a quem a coragem falta; entretanto elle viu bem que eu não tinha esperança.

Muitos medicos se aproximaram d'elle, mas fazendo-lhe signal com a cabeça para se affastarem:

—Deixae-me morrer tranquillo! lhes disse elle.

Seu pulso quasi se não sentia, as extremidades estavam frias, as feições profundamente alteradas, e o sangue corria a golphadas da ferida.... soffria horrivelmente.

Seus companheiros perguntaram-me o que eu pensava do seu estado.