É o costume de Garibaldi, nunca conta os inimigos nem os seus, o inimigo está na frente, logo deve ser atacado. É forçoso confessar que quasi sempre esta tactica lhe deu bom resultado.

Comtudo os austriacos faziam resistencia, e por isso Garibaldi julgando que seria necessario engajar todas as forças, chamou a columna do flanco e renovou o ataque.

Tinha diante de mim um muro que escalei com a minha companhia, achando-me n'um jardim. Os austriacos faziam fogo por todas as aberturas do albergue.

Apesar d'isso lançámo-nos no meio das ballas, atacámos á bayoneta, entrando por essas mesmas aberturas que um instante antes vomitavam fogo.

Os austriacos retiraram-se em completa desordem.

Garibaldi havia dirigido o ataque a cavallo, no meio da ponte, sendo um verdadeiro milagre que exposto ao fogo do inimigo não fosse ferido.

Quando viu fugir os austriacos disse-me que os seguisse com a minha companhia.

A deserção havia-a reduzido a cem homens, e com elles persegui mil e cem. Comtudo n'esta acção não houve grande merito, porque os austriacos tomados por um verdadeiro panico, fugiam abandonando as espingardas e patronas, não parando senão em Veneza.

Deixaram na Galinhola uns cem mortos e feridos, e oitenta prisioneiros.

Devo dizer que os austriacos tinham parado em Germiniada; voltei ahi, mas já elles tinham partido. Segui então as suas pisadas, mas apesar de correr bem, não os pude alcançar.