Durante um dia com seus quinhentos homens sustentou o ataque dos cinco mil austriacos. Vindo a noite, formou os seus em columna cerrada, e lançou-se sobre o inimigo á bayoneta.

Favorecido pela obscuridade fez uma sanguinolenta passagem, e achou-se em campo raso.

A uma legua de Morazzone licenciou seus voluntarios, dando-lhes ponto de reunião em Lugano, e a pé com um guia, desfarçado em paisano seguiu para a Suissa.

Uma manhã soube em Lugano que Garibaldi, que todos criam morto, ou pelo menos prisioneiro em Morazzone, tinha chegado a uma aldêa visinha.

Então vieram-me á memoria as palavras propheticas de Anzani.

Corri a Garibaldi, achei-o na cama, quebrado, moido, e apenas podendo fallar. Acabava de fazer uma marcha de seis horas, e só por milagre havia escapado aos austriacos.

A sua primeira pergunta ao ver-me foi:

—Tens a tua companhia prompta?

—Tenho, lhe respondi.

—Pois bem, deixa-me dormir esta noite, e ámanhã prepararemos a nossa gente e recomeçaremos.